Em todo bar que se preze, do mais fuleiro até o metido a chique, lá está ela no cardápio. No formato tradicional, com limão e açúcar, ou nos mais inventivos, com especiarias, frutas tropicais, ervas e pimentas – a caipirinha é o drinque mais festejado da botecagem brasileira. Pelo menos, até agora.
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Qualquer pessoa mais interessada em gastronomia já percebeu: a grande sacada dos cozinheiros badalados mundo afora é fazer receitas superelaboradas com ingredientes típicos de seu País. Seguindo essa mesma linha, aos poucos, donos de bares e mixologistas abrem os olhos para as inúmeras possibilidades reservadas ao destilado nacional, ainda tão pouco explorado por trás de balcões brasileiros e gringos.

No paulistano MyNy Bar , o barman Marcelo Serrano apostou na cachaça em seu drinque Bossa Nova , um martíni de cachaça feito com os ingredientes da caipirinha e um toque de angostura. Já no Pé de Manga , em São Paulo, o bartender Antônio Mesquita fez um drinque que mistura suco de fruta, cramberry, licor e cachaça, enquanto no Astor e no Subastor , ambos na capital paulista, o The Wallpaper , com cachaça, maracujá e pimenta dedo-de-moça, leva esse nome por ter sido escolhido como coquetel do ano pela revista inglesa de mesmo nome.